A Comissão de Memória e da Verdade “Enrique Serra Padrós” (CMV) foi instalada no dia 10 de dezembro de 2024, um momento histórico após anos de luta para que, na UFRGS, fossem reunidos, organizados e disponibilizados registros entre 1964 e 1988. Em seu nome, a CMV homenageia o professor Padrós, que dedicou sua trajetória acadêmica à pesquisa sobre os regimes autoritários na América Latina e seu ativismo à luta por memória, verdade, justiça e reparação.
No período de 1964 a 1969, a UFRGS teve dois processos de expurgo, quando foram expulsos inúmeros docentes, estudantes e técnicos, além da aposentadoria compulsória de vários profissionais.
No ato de instalação, a então 2ª secretária do ANDES/UFRGS e uma da(o)s oito componentes da CMV, Cristina Carvalho, ressaltou que “É muito importante sabermos o que aconteceu? Como aconteceu? Quem patrocinou?”
Dentre suas atividades, a CMV realizou duas audiências públicas. A primeira em 28 de novembro de 2025, sobre a “Repressão aos estudantes da UFRGS”, com testemunhos de Dilza de Santi, Henrique Finco e João Ernesto Maraschin. A segunda audiência foi no dia 28 de maio de 2026, sobre “Técnico(a)s e a memória da ditadura na UFRGS, com os testemunhos de Alcides José de Almeida Neto, Décio Aloísio Schauren e Jussara Rosa Cony.
João Henrique Kanan, tesoureiro do ANDES/UFRGS, esteve presente e se manifestou parabenizando a CMV pela importância do resgate da história da UFRGS na época da ditadura e, em especial, os integrantes da mesa por trazerem o seu testemunho de fatos ocorridos àquela época. Concluiu dizendo que a seção sindical do ANDES na UFRGS será sempre companheira nesta tarefa de resgatar a história vivida pelos docentes na UFRGS.
O ANDES/UFRGS como um todo e, mais especificamente, através de seu GTHMD e de sua presidenta eleita pela base para compor a Comissão da Verdade do ANDES-SN, apoia e se coloca como parceira da Comissão de Memória e da Verdade “Enrique Serra Padrós” na luta por memória, verdade, justiça e reparação.