Sem pautas econômicas, governo apresenta propostas tímidas na Mesa de Negociação

O ANDES-SN, junto com o Sinasefe, representou a(o)s docentes federais na 14ª Reunião da Mesa Central da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) entre o governo e sindicatos dos servidores públicos federais, que aconteceu nessa quinta-feira (26).

Na pauta, o governo propôs:

• Informes:

– PL sobre Negociação e Direito de Greve (Convenção 151 da OIT);

– Programa de Enfrentamento do Assédio e da Discriminação;

– Mesas Setoriais de Negociação.

• Apresentação da proposta de revisão do Decreto-Lei nº 200/1967;

• Reajuste dos benefícios (auxílio-alimentação; auxílio pré-escolar e assistência à saúde suplementar);

• Apresentação da Portaria do MGI nº 984/2026 (consignações);

• Encaminhamentos sobre a pauta dos SPFs (temas a serem analisados).

 

Sem pauta econômica

Os sindicatos cobraram do governo a previsão para reajuste dos servidores em 2027, ao que o representante da Secretaria de Relações de Trabalho respondeu que o governo irá avaliar a possibilidade, ressaltando que nenhuma pauta econômica será discutida ainda em 2026, em função do calendário eleitoral.

O governo apresentou o reajuste dos benefícios, que foram atualizados com base no IPCA:

• Auxílio-alimentação: reajuste de R$ 17,00

• Auxílio pré-escolar: reajuste de R$ 41,74

• Assistência à saúde suplementar: reajuste de R$ 24,00

 

Aposentados

A bancada sindical reforçou a necessidade de transformar o auxílio alimentação em um auxílio-nutrição, que contemple também a(os) aposentada(o)s, mas o Governo não apresentou disposição para avançar na proposta, informando realizar estudos sobre os eventuais impactos financeiros da medida.

 

Consignações

O governo apresentou a Portaria do MGI n.º 984/2026, que visa a aumentar a segurança e evitar descontos indevidos nos contracheques dos servidores.

 

Reforma Administrativa

A proposta de alteração do Decreto-Lei n.º 200/1967 causou apreensão, pois pode configurar um avanço em direção à reforma administrativa pretendida pelo governo. A iniciativa foi criticada pela maioria das representações presentes.

 

Convenção 151 da OIT

O governo informou que deve encaminhar ainda este ano para o Congresso Nacional documento sobre a Convenção que avancem nos direitos trabalhistas dos servidores federais. É fundamental mobilização e pressão para que isso aconteça, tendo em conta o calendário eleitoral.