Estamos imersos em conjuntura internacional de avanço da extrema direita fascista que se consolida cada vez mais, com destaque para a vitória de candidaturas desse espectro político nas eleições em países da América Latina, apoiadas pela interferência imperialista dos Estados Unidos.
No Brasil, vivemos uma crise institucional da justiça burguesa e não podemos esquecer o golpe “com o Supremo, com tudo” que afastou a ex-presidenta Dilma Rousseff, o que abriu o caminho para o crescimento da direita e, dentro dela, da sua ala mais extrema com a eleição de Jair Bolsonaro – governo marcado pelo negacionismo, práticas antidemocráticas, articulação das ações golpistas (a exemplo da “tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023”) e das chamas pautas bombas aprovadas pelo Congresso inimigo do povo.
Desde então, observamos a naturalização das agendas antipopulares, antidemocráticas e antinacionais, alinhadas ao trumpismo, que defendem medidas regressivas que visam desmontar completamente o que sobrou, após décadas de neoliberalismo, da legislação trabalhista, previdenciária, da assistência social etc.
Cabe destacar que a extrema direita vem sistematicamente atacando as instituições de ensino superior públicas brasileiras, com ações diversas que inclusive destroem o patrimônio público e que visam criminalizar ações da(o)s trabalhadora(e)s dessas instituições e do movimento estudantil.
As eleições nacionais que se aproximam serão marcadas por essa conjuntura que, no entanto, não se atenuará passado o processo eleitoral. Os interesses e as intervenções do império em apoio à extrema direita continuarão. Portanto, é preciso que nos organizemos para contribuir com a resistência e luta em defesa da soberania nacional, da democracia e dos direitos da classe trabalhadora!
Aqui na UFRGS, o ANDES/UFRGS participou de uma reunião na ASSUFRGS, no dia 23 de setembro, junto com representantes de TAEs da nossa Universidade, e também da UFCSPA e do IFRS, e de representantes do movimento estudantil, para iniciar a construção de um Comitê pela unidade da classe trabalhadora, contra a intervenção imperialista e pela derrota da extrema-direita nas Américas.
Seguimos vigilantes na defesa da soberania nacional e mobilizados para derrotar a extrema direita também localmente. Divulgaremos a agenda dessas lutas e convocamos toda(o)s a participarem das próximas atividades.