O esbulho autoritário da ditadura empresarial-militar, ratificado por FHC, que regulamentava a escolha de reitora(e)s para as universidades federais brasileiras pode ser enterrado em breve. O fim da lista tríplice foi um dos itens incorporados pelo substitutivo do Projeto de Lei 5874/25, aprovado na noite desta terça-feira (3) pela Câmara dos Deputados, que também ampliou o número de cargos administrativos do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e criou o Instituto Federal do Sertão Paraibano. O texto segue para o Senado, que precisa aprová-lo para que se torne Lei.
Apesar de vislumbrarmos o fim da lista tríplice, bandeira histórica do ANDES Sindicato Nacional, que agora está nas mãos do Senado, há bastante incerteza sobre os processos de eleição de reitora(e)s. Uma mudança que está registrada no PL5874/25 é o fim das duas etapas que até então regiam a escolha da(o)s dirigentes máximos das universidades: a consulta à comunidade, a eleição pelo Conselho Universitário e a escolha do Presidente da República. Caso seja aprovada pelo Senado, a eleição direta vai exigir que as comunidades universitárias se organizem para definir as regras do processo.
O ANDES/UFRGS está atento à matéria e continuará mobilizado pela democracia em nossa universidade.