Chegamos ao final de um ano de muitas mobilizações de trabalhadora(e)s, com destaques para a luta contra a escala 6×1 e pela taxação dos super ricos; a defesa da soberania nacional; a luta, que continua, contra a proposta de Reforma Administrativa que ameaça direitos da população e de quem produz os serviços que garantem esses direitos.
Este momento de passagem para o ano de 2026 continua com destaque para trabalhadora(e)s em luta: no dia 15 de dezembro, a(o)s trabalhadora(e)s da Petrobras iniciaram greve nacional, reivindicando um Acordo Coletivo de Trabalho que atenda às necessidades da categoria e tendo sofrido repressão, incluindo a prisão de dirigentes do Sindipetro Caxias; no dia 17, trabalhador(a)s dos Correios deflagraram greve em nove estados brasileiros, com um movimento que desde em então vem se nacionalizando; nossos colegas técnica(o)s, organizada(o)s na Fasubra e no Sinasefe, deliberaram indicativo de greve para 2026 pelo não cumprimento dos seus acordos de greve pelo governo federal.
Esses registros de organização e força da classe trabalhadora são ainda mais relevantes em um contexto marcado por tentativas de dar continuidade às políticas de anistia e esquecimento, hegemônicas desde a ditadura empresarial-militar e que garantiram a impunidade total e perpétua, fragilizando a democracia e levando a que novas gerações se sintam autorizadas a agir sob a mesma lógica golpista e autoritária.
Em 2026, seguiremos articulados com sindicatos de luta e entidades populares, na defesa da democracia e combatendo as ameaças à educação pública e ao serviço público. A defesa da educação, do serviço público, e da classe trabalhadora é a defesa do Brasil. O país não pode ser soberano se estiver à mercê dos interesses das oligarquias representadas no Congresso Nacional.
Desejamos um 2026 de boas lutas e muitas conquistas para a educação pública e para quem a constrói, cotidianamente.
Não à anistia para golpistas! Pelo fim da escala 6×1! Não é Reforma, é demolição!